sábado, 31 de janeiro de 2009

Hoje o Chaplin falou de Caminhada...



Tua caminhada ainda não terminou...
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.



Talvez eu caminhe diferente...


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Lendas Maranhenses: Aos meus alunos de Dança do Teatro Arthur Azevedo


O Touro-Rei-Sebastião Encantado da Ilha dos Lençóis


Sem dúvidas, uma das mais fortes lendas maranhenses é a que conta a vinda de Dom Sebastião, Rei de Portugal que, ao desaparecer na Batalha de Alcácer-Quebir combatendo os Mouros, veio com toda sua corte de Queluz para uma das ilhas maranhenses, talvez a mais bela de todas, Lençóis (15), pertence ao município de Cururupu, onde permanece encantado. Afirmam que no dia 24 de junho, data consagrada a São João, exatamente à meia noite, transforma-se num touro negro luzente, deitando fogo pelas narinas e com uma estrela brilhante no meio da testa. Esse encantamento se refere a Dom Sebastião, cognominado com “rei de prata” pelos Pescadores incautos e demais moradores da região.


[...] Dia 4 de agosto, data da batalha de Alcácer-Quebir, aparece, à noite, reluzente e garbosa, a nau de D. Sebastião, que vem aportar em Lençóis. O Rei salta, para bem corresponder ao uniforme de gala de quem o monta, ataviado de espada, insígnias e condecorações. “O galope a que, sob o luar, convidam os longos e alvos estirões de areia, assinala o fim da aparição do monarca e dos que acompanham, que todos já ai se encaminham para o palácio submerso. Mas nas noites de São João o fantasma do Rei retorna à praia, agora sob a forma de rompente touro negro de cujas narinas saem chispas tão luminosas quanto o pináculo que reluz em sua testa (...) O encantamento do Rei terminará no dia em que alguém que testemunhe a aparição se revista da necessária coragem para fazer na testa estrelada do touro uma incisão de que jorre sangue... (MORAES, 1980. p. 65-66)


É relatado ainda que o Rei Sebastião reside em um palácio de ouro e de cristal localizado bem no fundo do mar de onde não sai sozinho. Em determinadas noites navega em seu lindo barco, todo iluminado, subindo e descendo o mar, sem destino, esperando que aconteça o milagre de seu desencanto, que possivelmente jamais acontecerá. Sempre no dia 4 de agosto, data histórica para ele e sua corte, altas horas da noite, no navio encantado, rei Sebastião, muito bem fardado a bordo, segue mar adentro e se transforma em um touro negro, feroz, que corre pelas areias das praias, enfrentando grandes ventanias. Na testa, o touro encantado porta uma estrela de prata que reflete forte sob a lua. O animal solta berros apavorantes.

Relata-se, ainda, que esse encantamento pode ser desfeito quando um homem de coragem lutar com o touro e o ferir bem no meio da testa, fazendo sangue correr à vontade. Dessa maneira o encanto se desfaz e tudo volta ao normal, aparecendo o rei, os vassalos e as damas, que irão se benzer e agradecer aos seus santos o desencanto, para o rei Sebastião voltar a reinas outra vez!


Ilha do rei Sebastião



Lendas Maranhenses: Aos meus alunos de Dança do Teatro Arthur Azevedo


O Boto Conquistador


Popularmente, em diversas regiões praianas maranhenses, as comunidades têm os maiores cuidados com o aparecimento dos botos conquistadores. Conta-se que, em determinado dia do ano, onde existe habitat de botos, essa espécie marinha se disfarça em ser humano, homens jovens e louros, fantasiados com chapéu de fitas coloridas, e sai para conquistar as mulheres praianas virgens e bonitas. Tornam-se rapazes falantes, elegantes e, rapidamente conquistam as mulheres, presenteando-as com brilhantes, jóias e sedas raras. Quando as mulheres se dão conta, já estão grávidas e as pobres se danam a chorar e a se maldizer enquanto os danados dos botos, dentro d’água, se largam a dar risadas, dando viva a mais algumas belas mulheres desvirginadas


A menina e o Boto.




Lendas Maranhenses: Aos meus alunos de Dança do Teatro Arthur Azevedo


A Mãe d’Água


Diz o populário maranhense que a Mãe d’Água é uma das guardiãs das águas. Trata-se de uma lenda contada principalmente em municípios de regiões da Baixada Maranhense e do Litoral, ou seja, onde lugares onde há maior domínio das águas, pois dizem que essa guardiã está presente nas fontes, lagos, lagoas, riachos, igarapés etc. Sua ação é muito atenta para que nenhuma pessoa apanhe água fora de horários estabelecidos com prioridades pelo meio-dia, quando é afirmado popularmente que ela desencanta, materializando-se numa belíssima mulher, que fica na beira d’água, penteando seus longos cabelos ondulados.

Se, alguém surpreender a Mãe d’ Água em sua materialização humana, receberá uma fortíssima flechada disparada por um de seus guardas. As pessoas atingidas pela flechada só têm duas opções curativas. A primeira é se dedicar a ser curados com todos os segredos do ramo de pajelança e a segunda é se submeter à seção de cura comandada por pajé qualificado para tal. Para outros narradores, ela, quando se apaixona por um homem, bate tambor até quando o encanta e leva para seu reino no fundo das águas.


Iara

Rainhas das águas, de beleza fascinante. Enfeitiça os homens entoando canções mágicas, ao ouvirem, são atraídos para a morte nas profundezas do rio, lago ou mar, pois ao olharem para ela ficam cegos pelo esplendor de sua beleza e caindo nas águas, afogam-se.

Segundo alguns, ela é uma índia de rara beleza, metade mulher, metade peixe e nesse aspecto, confunde-se com a sereia européia.

Os caboclos dizem que a Iara deita-se sobre bancos de areia nos rios e fica brincando com os peixinhos que passam em cardume, ou com um pente de ouro, penteia seus longos cabelos, mirando-se no espelho das águas.

Onde houver um rio ou lago, haverá histórias dos encantamentos da Iara, que gosta de namorar os homens valentes.


Canto à Mãe D'Água


Iara


Lendas Maranhenses: Aos meus alunos de Dança do Teatro Arthur Azevedo


A Cavalacanga ou Mula-sem-Cabeça



Narram que uma cabeça de mulher, que teve morte provocada pelo aparecimento do demônio, surge, às sextas-feiras, como uma bola de fogo, enquanto seu corpo permanece enfeitiçado numa rede, quando o encantamento se cumpre.

No período da aparição, o corpo, decapitado, sofre terríveis contrações, só parando quando soar um cântico fazendo com que a cabeça retorne ao corpo. Na região do município maranhense Viana, afirmam que a bola de fogo se desprende das árvores, soltando grande quantidade de faíscas azuladas em seu percurso, entre

os vegetais.

Também é muito difundida, no Maranhão, a estória Curacanga. Nessa versão, é propagada a existência da sétima filha de uma seqüência de irmãs, que é vista somente à noite, quando sua cabeça se desprende do corpo, ficando a vagar pelos campos e matas, a soltar fogo pela boca, cujas labaredas acabam provocando alguns incêndios. Tudo ocorre à noite, predominantemente às sextas-feiras, nas luas de quarto minguante.


[...], por exemplo, a estória de um pescador, que passou toda à noite em claro na sua canoa, de quem dizem ter ficado hipnotizado, devido que uma Curacanga passou a madrugada toda a fazer-lhe caretas... (PINTO, 2001. p.51).


Outra vertente da lenda da Cavalacanga afirma que toda mulher que se casa e/ ou acaba namorando um padre vira Cavalacanga. Trata-se de uma profecia em que a cabeça deixa o corpo da mulher e começa a passear pelos mais exóticos lugares, virando uma bola de fogo. Quando é noite sem luar, se dana a correr pelos campos descampados, deixando tudo e todos que testemunham tais aparições muito espantadas. Para Cavalacanga não existe salvação. É para sempre condenada, pois não respeitou as leis da Igreja Católica.

Dizem, ainda, que essas mulheres que se apaixonam e acabam se tornando amantes de padres, por castigo, em determinadas noites, são transformadas em cavalacanga ou mula-sem-cabeça que vagam nas ruas das cidades, assustando is incautos.

Outros dizem que Cavalacanga é uma mulher que sai da beira do rio, passa direto pela porta de Igreja e entra na Casa Paroquial para molestar sexualmente os padres. Afirmam que sua estrutura física é metade bicho e metade gente.


Uma Animação


Lendas Maranhenses: Aos meus alunos de Dança do Teatro Arthur Azevedo


A Serpente Encantada


É narrado que ao redor da Ilha de São Luís existe uma descomunal serpente que jamais deixará de se desenvolver, parando de crescer só quando sua cauda tocar em sua cabeça. Se isso acontecer, a serpente usará toda sua força acumulada através de séculos para implodir toda a ilha.


Mas, derrepente, ao atravessar a rua que desce para o mar, alonga o olhar à direita, procurando a Fonte do Ribeirão. Lá estava ela, com seu muro circundante, à distância de uma quadra. Susteve o passo, com a curiosidade mais viva. Ali se escancaravam as bocas do subterrâneo onde morava a serpente de que Morena lhe falara, não fazia muito tempo: Uma serpente enorme, Téo: a cauda da bicha está na igreja de São Pantaleão, a barriga na igreja do Carmo e a cabeça na Fonte do Ribeirão. Um dia, quando eu era pequena, o pai me levou até lá, via a cabeça do monstro a espiar a gente por trás da grade de uma das bocas da fonte. Fiquei com um medo tão grande que até hoje me arrepio toda, só me lembrar àquela boca aberta, com uma língua muito comprida e vermelha saindo do meio dos dentes.

(MONTELO, 1986. p. 821-822 apud MORAES, 1980. p.115).


A mesma lenda surge, também, na versão de Cobra Grande. Narram à existência secular, na Fonte do Ribeirão – uma das principais fontes históricas da cidade de São Luis -, de uma cobra gigantesca adormecida, de um tamanho astronômico. Uma de suas caudas dá uma volta no bairro do Desterro; outra abarca o bairro de São Pantaleão; outra de suas vertentes se acomoda nos labirintos subterrâneos da igreja da Sé; e o enorme rabo fica para as bandas de Santantão. O enredo da lenda prevê que caso a cobra acorde, será, para a cidade de São Luís, o fim do mundo! A bicha estrebuchará e conseguirá dar um berro, que será o mais horrível e profundo. A previsão é de que não fique ninguém vivo, pois a cidade submergirá.



Lendas Maranhenses: Aos meus alunos de Dança do Teatro Arthur Azevedo


A Manguda


Será possível leitores

Que hoje haja manguda.

Com tamanha luz elétrica

Comigo isso não gruda.

(CORDEIRO, s.d. apud FEITOSA. 1980.p.14)


Os são-luisenses mais antigos contam que, nos fins do século XVIII, devido à cidade ser bastante mal iluminada à noite, produzindo uma penumbra, as sombras faziam bastante pavor. É narrado que havia um comerciante astuto envolvido no contrabando de mercadorias e na prática de ludibriar o fisco local que lançou mão de um recurso interessante. De madrugada, na periferia do Porto do Jenipapeiro, próximo à Quinta de Vitória, constantemente aparecia um vulto, trajando chambre branco, de mangas longas e largas, de cuja cabeça nascia uma nuvem de fumaça. “Conta-se que dois soldados teriam chegado a morrer de pavor ante a visão aterradora de Manguda, surpreendidos em seu posto de sentinela da antiga cadeia pública, então localizada onde depois foi edificado o Hospital presidente Dutra”. (MORAES, 1980. p.51).

Outros justificam que essa assombração não passava de um disfarce para ser descarregado, no Porto do Jenipapeiro, peças e mercadorias contrabandeadas. Os comerciantes desonestos da época arrumavam, em uma cruzeta, uma boneca enorme. Nas noites em que funcionava a descarga de afugentar as pessoas presentes e, principalmente, os vigias do Porto.

Sobre essa mesma lenda, existe outra versão mais comum no hinterland maranhense, de que essa personagem é uma mulher bastante alta, com a pele muito branca (da cor de cal), com longos cabelos, que sentava nas calçadas das casas residenciais e, de preferência, nos logradouros públicos, e ficava a arrastar os pés no chão, assustando as pessoas que passavam.

Outra versão simplifica afirmando que uma figura fantasmagórica, logo batizada por manguda, por trajar um chambre branco de mangas muito largas e compridas, trouxe pavor e sobressalto às crianças e a uma boa parte da população. Conta-se que seu rosto era dissimulado por máscara e que da cabeça saía uma nuvem de fumaça.



quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Lendas Maranhenses: Aos meus alunos de Dança do Teatro Arthur Azevedo


A Carruagem de Ana Jansen ou O Carro de Donana.


Em dias de sextas-feiras, à noite sai uma procissão do cemitério do Gavião. São escravos sacrificados por Donana Jensen, rezando e pedindo castigo à culpada. Percorrem essa procissão as principais ruas de São Luís, com velas acesas e regressa depois ao lugar santo. Dizem ainda os canoeiros que percorrem as imediações do Sítio Piranhenga que o movimento das ondas em forma de redemoinho é as almas dos escravos que Ana Jansen mandou afogar. (MARTINS. S.d. apud FEITOSA. 1930. p.13).




Muito propagada, discutida e comentada, é uma das famosas lendas maranhenses: a da carruagem de Ana Jansen ou Carro de Donana. O enredo lendário conta que em noites de quintas ou sextas-feiras, conforme variação da lua cheia, a carruagem sai do Cemitério do Gavião, vagando pelas principais ruas da cidade de São Luís, com predominância por aquela onde Ana Jansen tinha residência. A descrição é que a carruagem é puxada por cavalos sem cabeça e guiada por um escravo igualmente decapitado e que tem no corpo salientes sinais de sevícias desumanas. Por onde a carruagem passa faz uma zoada horripilante de ferragens velhas e ouvem-se lamentações de uma quantidade incalculável de escravos vítimas de Donana.

Ainda é narrado, na lenda, que se alguém pressentir a aproximação da carruagem e não fugir será obrigado a receber da alma penada de Ana Jansen uma vela acesa, a qual, no dia seguinte, se transformará em um osso de defunto. Finaliza a lenda observando que, enquanto Donana não pagar seus pecados, seus cavalos decapitados não deixarão de arrancar fogo (faíscas) ao contato de seus cascos com o solo são-luisense.

Outras versões parecidas são mencionadas, pois, sem dúvida alguma, esse é um dos relatos lendários mais divulgados do Estado do Maranhão, no qual o populário descreve as históricas maldades da senhora dona de escravos Ana Jansen, ou como era mais conhecida, Donana. Todas as versões trazem o enredo repleto de atos maléficos praticados pela mulher que dominou e teve poder demando por décadas no Maranhão, principalmente na Ilha de São Luís. Os escravos caíram na “unha” da malvada senhora tiveram suas sortes perdidas. Caso algum negro fugisse procurando a liberdade, a carruagem saía procurando o pobre coitado por toda a cidade. Não ficava uma biboca, em São Luís, que não fosse revirada à procura do negro fujão.

Encontrado o escravo fugido, apanhava de todos os jeitos e feitios. Da palmatória as chicotadas, o castigo só parava quando o coitado já desmaiado há muito tempo e a costa era só sangue. Mesmo desfalecido, a diabólica mulher ainda mandava colocar o desventurado no tronco, com complementação de três semanas no cafundó (habitação miserável, quarto escuro sem a mínima higiene) ou cafua, com direito só a pão e água. Ela não perdoava ninguém!

Quando a senhora malvada faleceu, instantaneamente virou alma penada, vagando na sua carruagem a correr pelas ruas são-luisenses. Nas noites sem luar, dizem que, de longe, se chegava a ouvir, a horrenda zoada das rodas da carruagem e o barulho das ferraduras dos cavalos. Afirmam que as mulheres que têm essa visão precisam rezar depressa um terço completo. As crianças que a vêem ficam todas urinadas. Das assombrações da carruagem de Donana todo mundo tem medo. Menino cai no berreiro; velho se encolhe ainda mais; as moças se danam a rezar rosários inteiros; os homens mais valentes correm; os menos afoitos se borram todos. Esses encantamentos de Donana jamais terão fim. O populário descreve, ainda, que a maioria das afirmações acha poucos os castigos para quem, em vida, foi tão ruim! Assim, Donana está condenada a perambular penando para baixo e para cima sem sossego.


Quem foi Ana Jansen?




Embora descendente da nobreza européia, Ana Jansen tem uma juventude sofrida. Mãe solteira, luta para manter a mãe e o filho pequeno. Sua situação melhora aos poucos, depois que se torna amante do coronel Izidoro Rodrigues Pereira, o homem mais rico da província. Esse relacionamento escuso transforma Ana Jansen num alvo fácil para a sociedade moralista da época, personificada acima de tudo por sua maior inimiga: dona Rosalina Ribeiro.

Izidoro assume oficialmente a relação com Ana depois da morte de sua esposa, dona Vicência. O casal permanece junto por quinze anos até a morte de Izidoro, que deixa mais seis filhos para a heroína.

O principal motor psicológico da personagem Ana Jansen é o desejo de resgatar o nome e o prestígio de sua família, achincalhado depois da falência de seu avô, Cornélio Jansen Müller. Após a morte de Izidoro, Ana dá um largo passo em direção a este sonho, tornando-se rica, independente e poderosa. Ela assume a fazenda Santo Antônio, propriedade do falecido coronel e, logo, consegue triplicar a fortuna herdada.

Perseverante e ambiciosa, Ana transforma o dinheiro em poder, assumindo a liderança política da cidade e reativando o esfacelado partido liberal Bem-te-Vi.

Cada vez mais, Ana é mal falada pelas mulheres maranhenses e odiada pelos inimigos políticos (ressaltando-se sua rivalidade com o Comendador Meireles, líder do partido conservador). Mas seu temperamento forte e sua capacidade de liderança alcançam a corte de D. Pedro II e ela passa a ser chamada, informalmente, de “Rainha do Maranhão”.

Depois da morte de Izidoro, Ana se torna amante do Desembargador Francisco Vieira de Melo, com quem tem mais quatro filhos. Mais tarde, já aos sessenta anos, casa-se pela segunda vez com o comerciante paraense Antônio Xavier.

Depois de morta, Ana tem sua memória maculada pelos inimigos que a transformam em uma alma penada, em uma bruxa maldita que percorre as ruas de São Luís puxando um cortejo de escravos mutilados.


Documentario exibido no fantastico, um pequeno relato sobre a vida misteriosa de Ana Jansen



quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Dia dos Meus 10... (Para os que não puderam estar presentes)


O curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal do Maranhão, tendo seu início em 2005, possui na sua grade de conclusão duas maneiras de apresentação final de trabalho: monografia tradicional (T.C.C.) e montagem de conclusão de curso (M.C.C.)

Fui primeiro aluno do curso de Licenciatura em Teatro a apresentar a modalidade (M.C.C.) tendo como orientadora, a professora mestre Gisele Vasconcelos. A banca examinadora também foi composta pelo prof. Dr. Arão Paranaguá Santana e prof. Ms. Luiz Pazzini. A nota máxima foi garantida após o sucesso do espetáculo "As Cores de Frida", apresentação descritiva do memorial do processo criativo e apresentação oral.

E o melhor de tudo... os professores não fizeram nenhuma pergunta, apenas me elogiaram pelo trabalho assim como relembraram minha história com a arte dentro e fora da universidade, foi lindo!
Uma amiga filmou o momento de elogios, veja a seguir...


Professor Arão



Professor Pazzini

Professora Gisele



Slide do Memorial Apresentado





terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Links de matérias sobre meu trabalho na Internet

http://www.aqui-ma.com.br/sites/impresso/images/flippingbook/060109/011.pdf

http://www.aqui-ma.com.br/sites/impresso/images/flippingbook/200109/014.pdf

http://201.24.26.129/oimparcial/site/?p=5574

http://imirante.globo.com/plantaoi/plantaoi_imp2.asp?codigo1=186820

http://pub.jornalpequeno.com.br/2009/1/15/Pagina96477.htm


http://www.funarte.gov.br/novafunarte/funarte/danca/formularios/form3.php?cod2=57

Oportunidade para Aprender Dança Contemporânea

CAROLINA MELLO

DA EQUIPE Do Jornal O IMPARCIAL


Estão abertas inscrições para um curso de dança contemporânea no Teatro Arthur Azevedo até o próximo dia 14 de fevereiro. As aulas terão início em 7 de março, sempre aos sábados, com seis meses de duração. O curso será ministrado pelo coreógrafo Leônidas Portella, a convite da direção do TAA após a estréia bem sucedida do espetáculo de dança-teatro As Cores de Frida, realizado no último dia 7 de janeiro, sob a direção do dançarino.

A idéia é repetir a experiência desta montagem, elaborada a partir de improvisações dos alunos durante uma oficina organizada por Leônidas. Ao final da oficina de dança, os participantes terão elaborado um espetáculo centrado nas lendas e mistérios de São Luís. Para tanto, os inscritos deverão pesquisar o que puderem sobre o tema, segundo Leônidas Portella. A função do coreógrafo será estimular e conduzir movimentos propostos por seus alunos, surgidos a partir de improvisações.

Embora o método desta oficina seja semelhante ao que originou o espetáculo de dança-teatro As Cores de Frida, Leônidas afirma que o próximo curso não formará, a risca, intérpretes de dança-teatro.

Ele afirma que, embora esta escola seja mais “democrática” que o ballet clássico, podendo ser feita por pessoas de biótipos diferentes – o ballet exigiria corpos mais longilíneos –, essa vertente contemporânea se elabora através de um processo subjetivo mais sofisticado e difícil, baseado na reflexão e no entendimento da experiência de vida e da consciência do próprio corpo. Sendo assim, Leônidas afirma que ao final da oficina, o que se terá é um espetáculo de dança contemporânea, baseado em métodos de dois mestres da dança-teatro: o mineiro Klauss Vianna, e o alemão Rudolf Laban, precursor da dança contemporânea.

Dentre as didáticas da dança-teatro usados na oficina, Leônidas destaca a colagem de partituras, criada por Klauss Vianna, e as improvisação e organicidade e intenção dos movimentos, fundamentadas por Laban. Leônidas enfatiza que qualquer pessoa pode se inscrever, já que o principal objetivo desta oficina é ser sócio-educativa.

“Qualquer tipo de corpo pode dançar, até mesmo o deficiente. Acredito que a dança contemporânea, e aí também reflito sobre o papel da arte, seja uma forma de reflexão pelos movimentos do que é a sociedade e do que o intérprete está vivenciando naquele momento”, define Portella.


SOBRE O COREÓGRAFO


Leônidas Portella é recém formado no curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e estuda dança e teatro desde 2000. Coordena o Núcleo Atmosfera de Dança-Teatro e dirige o Grupo de Arte Carcará na comunidade Santa Clara, através do projeto Ação Cultural em Teatro, criado pelo professor doutor Arão Paranaguá Santana, do Departamento de Artes da UFMA. Dirigiu e coreografou os espetáculos: As Mulheres de Shakespeare, Sonetos, Solo Solidão, Retrato de Mulher Triste, No Caminho do Rio Vermelho e As Cores de Frida.


SERVIÇO


O que: Oficina de dança contemporânea ministrada

por Leônidas Portella.

Onde: Teatro Arthur Azevedo (rua do Sol, s/n, Centro).

Quando: Aos sábados, a partir de 7 de março, com

seis meses de duração.

Vagas: 60 (30 pessoas por turma: manhã - 9h às 11h

- e tarde - de 15h às 18h).

Inscrições abertas até 14 de fevereiro, na bilheteria do

TAA (das 14h às 18h) ou pelo telefone 3218-9900 (falar com Rosa Ewerton).