segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O Encontro de Une Enfant: Avaliação do primeiro Experimento Improvisacional de "Piaf: Accord à Corps" : Por Leônidas Portella

1 Vivenciando “Une Enfant” [1]


E no refúgio dos medos...

É necessário correr, pular, brincar

e descobrir uma criança,

redescobri-la talvez.[2]


A descoberta da infância de Edith Piaf no corpo das intérpretes está sendo um processo instigante e delicado. Quando o ser humano mergulha na essência de sua personalidade, poderá encontrar um imenso baú cheio de lembranças, pesado, esquecido, profundamente abandonado, podendo ser aberto com chaves de consciência ou simplesmente permanecer fechado e novamente esquecido.

Edith Piaf, apesar de sua personalidade forte, denunciava vestígios de uma infância perdida, através de gestos e palavras em situações engraçadas e sociais, como se a tentativa de superar as dificuldades enfrentadas em sua miséria infantil fosse constante.

A primeira sensação incomum entre as interpretes e Edith Piaf é o medo, algo universal que se evidencia na expressividade do corpo principalmente no trabalho com arte, onde a sensibilidade é ampliada, revelando o íntimo humano.

Em “No Baile do Acaso” [3], a cantora afirma:

Embora eu seja de temperamento alegre, minha infância não foi nada divertida (p.166)

La Môme Piaf [4] possuía saúde frágil, era pobre, viveu algum tempo com a mãe, com o pai, com as avós, num bordel, num circo, aprendeu a ganhar a vida escapando da fome e de outras inúmeras necessidades cantando nas ruas de Paris.

Hoje, vivenciado o primeiro “Experimento Improvisacional” da criação de “Piaf: Accord à Corps” percebe-se que assim como os medos, existem outras semelhanças entre a vida de Edith Piaf e as vivências pessoais infantis das intérpretes.


Petite si Jolie

Avec tes yeux d’enfant,

Tu boul’verses ma vie

Et me donn’ des tourments.

Je suis un égoïst,

J’ai des rêves d’enfant.

Si j’ai le coeur artiste,

Je n’ai aucun talent...

Voilà, Jolie petite,

Il ne faut pas pleurer,

Le chagrin va si vite

Laisse-moi m’em aller! [5]


A Dança-Teatro, enquanto linguagem principal de mais um dos espetáculos do Núcleo Atmosfera, revela novamente através de experimentações criativas, sua característica crucial: a exposição da vida pessoal do ator-dançarino em cena a partir da elaboração de conceitos e pesquisa de movimentos sobre temáticas. A representação da memória de referências artísticas femininas também continua em evidência, onde as telas da pintora mexicana Frida Kahlo [6] abraçam o canto da francesa Edith Piaf.

Um acontecimento marcante na infância de Edith (aos quatro anos de idade) foi uma conjuntivite que a deixou cega por alguns dias, no período em que ela morava com a avó paterna na Normandia. Em 15 de agosto de 1919 rezaram juntas aos pés do altar de Santa Teresinha de Lisieux para que voltasse a enxergar. Dez dias depois a menina Edith voltou a enxergar, tornando-se fiel devota da santa, carregando sempre uma imagem da santa e um crucifixo. Edith considerava que sua infância havia sido marcada por um milagre. A cantora tinha muita fé o tempo inteiro.

2 “Une Enfant” no Corpo do Elenco

A preparação corporal que antecedeu a apresentação dos resultados experimentais foi composta de exercícios de força, respiração, dinâmicas de movimentos, massagem muscular (terapia de grupo) com aquecimento imaginário. É sempre importante essa etapa inicial antes do início das apresentações, e precisa ser planejada com antecedência. O aquecimento voltado para a cena é algo que funciona muito bem para a segurança do intérprete no momento em que o corpo necessita verbalizar significados orgânicos através do movimento. Em seguida, as crianças correram se vestiram e começaram a “brincar na roda das lembranças”.

A primeira criança[7] ainda estava cega. Filha de quem? Ela perguntou e o corpo respondeu em seguida a boca já estava corada de batom. Era uma boneca? Uma menina cega querendo ser boneca? Gritou pelo carinho que nunca teve, ou talvez pela boneca que em pedaços dorme, o choro foi seu melhor consolo. No silêncio das lágrimas gritantes a menina dorme, parece que a caixinha de música toca em algum lugar, mas ela preferiu deixar que o medo acalmasse seu corpo naquele momento. Talvez ela acorde amanhã.

A segunda criança[8] também estava perdida num castelo, era uma princesa brincando com seus próprios fantasmas. Ou seria ela, uma princesa-fantasma? Estava sozinha, girava e cantava. Agora, ela é uma princesa- fantasma-cega. E tocando nas paredes consegue se locomover no espaço e canta uma música infantil francesa. Talvez o castelo seja também um fantasma que a menina criou, ela só quer brincar, mas está cega e consegue brincar consigo mesma. Uma princesa-fantasma-cega-cantora, na escuridão do castelo fantasma.

A terceira criança[9] não está cega, até escreveu algo em seu caderno, algo sobre ela mesma. Será uma poesia, ou será um registro pessoal bem atual e metafórico? Ela consegue ler para todos, mas sua imagem está em primeiro plano e bastante solitária. Apresenta sua minúscula boneca, e parece tentar ficar menor que ela, descobre uma brincadeira de jogar os braços no ar. Joga com tanta precisão que parece estar infeliz com a vida e tenta dar uma surra em si mesma. Chove lá fora, e os dedos da menina agora estão roxos de frio e dor. E ela por pouco, inocentemente comete seu próprio suicídio.

A quarta criança[10] parece ter encontrado uma caixinha em algum cantinho da casa, estava cheia de coisas, de tão danada resolveu se esconder para aproveitar o máximo de tudo o que continha dentro da caixa. Estava curiosa, parecia ter encontrado um tesouro e aos poucos a menina transforma coisas simples em grandiosidades imaginárias. A criatividade e ludicidade infantil foi lembrada com uma dramaticidade diabólica (mesmo que essa não tenha sido sua intensão). A menina continua brincando, arruma os cabelos, coloca fita sobre as sobrancelhas (risca uma nova), pinta sua boca e veste-se. A simples menina agora é uma caricatura fiel de Edith Piaf, deve ter assistido a cantora em algum lugar e agora quer imitá-la. É uma criança que consegue despertar risos sem a mínima intensão, é dramática, natural e muito solitária.

A quinta criança[11] se escondeu por necessidade, talvez sentisse fome ou simplesmente estava muito doente. Deitada numa cama ou jogada num canto qualquer? O medo do escuro fez o lençol quente tremer, chamou o pai num grito arrepiante, e ele já não estava lá. A criança cega e o pai surdo, para o grito mais alto não havia respostas, apenas solidão. O medo foi sua pior e única companhia. Aos poucos uma criança começa a enxergar, desta vez ela percebe que o tempo passou e que as coisas não haviam mudado tanto, a escuridão continuava fiel como se os olhos ainda permanecessem fechados. O lençol escuro, agora é uma boneca. Ela brincou com seus medos? Tentou. A menina agora aprendeu a brincar no escuro com sua boneca reinventada. A boneca foi filha, da mãe que um dia também foi filha. Dissipou-se no espaço num árduo suspiro. A criança agora brinca com suas próprias feridas, e a secreção escorre nas pernas assim como as lágrimas na face. Filha de quem? Não importa! E a criança continua brincando no escuro, e espera que a qualquer momento uma nova luz possa acender sobre suas esperanças. Ela canta.


O elenco expôs variadas formas de representar a infância de Edith Piaf, em suas diferentes possibilidades expressivas sendo fiel à proposta de apresentação do experimento.

O maior objetivo do “Experimento Improvisacional” é perceber o amadurecimento do elenco a partir de pesquisas individuais e coletivas visando aguçar o senso criativo e a sensibilidade para a exposição de verdades. O elenco ainda fica inquieto em não mostrar um resultado ensaiado e definido, talvez pelo excesso de exigência que fazem a si mesmo, de mostrar sempre o melhor de si. É claro que um trabalho ensaiado pode apresentar certo amadurecimento, mas se há ensaio as características improvisacionais se perdem facilmente tornando-se ainda mais verdadeiras. Se o intérprete está pensando na partitura, refletindo sobre cores, pesquisando músicas, escrevendo o que pensa, automaticamente está improvisando sua forma de pensar sobre determinadas temáticas propondo a criação de uma nova realidade. Se o intérprete leva tudo pronto e ensaiado, ele sem dúvidas precisou improvisar em algum momento para chegar a tal conclusão. O “Experimento Improvisacional” é uma proposta aberta, o importante é que o intérprete mostre a capacidade de elaborar aspectos criativos sensibilizados pela investigação do corpo no corpo da pesquisa.




[1] Texto criado por Leônidas Portella sobre o Primeiro Experimento Improvisacional de “Piaf: Accord à Corp’s”, realizado em 09 de fevereiro de 2009 no Salão Versátil do Teatro Arthur Azevedo.

[2] Descrição poética de Leônidas Portella sobre a experimentação.

[3] Piaf: No Baile do Acaso - autobiografia de Edith Piaf, lançada na França em 2003 e no Brasil pela Editora Martins Fontes em 2007.

[4] A Menina Piaf

[5] Pequena tão linda/ Com teus olhos de menina,/ Mexes com a minha vida/ E me atormentas./ Sou um egoísta,/ Tenho sonhos de criança./ E, embora meu coração seja de artista,/ Falta-me talento.../ Por isso, linda pequena, / Não precisas chorar,/ A tristeza passa tão depressa/ Deixa-me partir!”

(N. de T.)

[6] O coreógrafo refere-se à última montagem do Núcleo Atmosfera de Dança-Teatro: “As Cores de Frida”.

[7] A intérprete Neusa de Paula

[8] A intérprete Geraldine Gauthier

[9] A intérprete Aline Nascimento

[10] A intérprete Marina Corrêa

[11] A intérprete Rosa Ewerton



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Canções Interpretadas por Edith Piaf


1935

Mon apéro
La java de Cézigue


1936
L'étranger
Les mômes de la cloche
J'suis mordue
Fais-moi valser
La fille et le chien
La Julie jolie
Va danser
Chand d'habits
Reste
Les hiboux
Quand même
La petite boutique
Y avait du soleil
Il n'est pas distingué
Les deux ménétriers


1937
Mon légionnaire
Le contrebandier
Un jeune homme chantait
Tout fout le camp
Ne m'écris pas
C'est toi le plus fort
Le fanion de la légion
Partance
Dans un bouge du vieux port
Paris-Méditerranée
Browning
Entre Saint-Ouen et Clignancourt
J'entends la sirène
Mon coeur est au coin d'une rue
Le chacal
Corrèqu'et réguyer
Ding, din, don


1938
Madeleine qui avait du coeur
Les marins ça fait des voyages
С'est lui que mon coeur a choisi
Le grand voyage du pauvre nègre
La java en mineur
Le mauvais matelot


1939
Y`en a un de trop
Elle frequentait la rue Pigalle
Le petit monsieur triste
Les deux copains
Je n`en connais pas la fin


1940
Embrasse-moi
On danse sur ma chanson
Sur une colline
C`est la moindre des choses
Jimmy, c`est lui
L`accordeoniste


1941
Ou sont-ils mes petits copains?
C`etait un jour de fete
C`est un monsieur tres distingue
J`ai danse avec l`amour
L`homme des bars


1942
Simple comme bonjour
Le vagabond
Un coin tout bleu
C`etait une histoire d`amour
Sans y penser


1943
Tu es partout
J`ai qu`a l`regarder
Le chasseur de l`hotel
Le disque use
Le brun et le blond
Monsieur Saint-Pierre
Coup de grisou


1944
Un monsieur me suit dans la rue
Les deux rengaines
Y a pas d`printemps
Les histoires de coeur
C`est toujours la meme histoire


1945
Celui qui ne savait pas pleurer
Escale
Regarde-moi toujours comme ca
Les gars qui marchaient
Il riait
De l`autre cote de la rue


1946
La vie en rose
Les trois cloches
Dans ma rue
J`m`en fous pas mal
C`est merveilleux
Adieu mon coeur
Le chant du pirate
Celine
Le petit homme
Le roi a fait battre tambour
Dans les prisons de Nantes
Miss Otiss regrets


1947
Un refrain courait dans la rue
C'est pour ca
Les cloches sonnent
Le geste
Le rideau tombe avant la fin
Mariage
Une chanson a trois temps
Monsieur Lenoble
Un homme comme les autres
Qu'as-tu fait John?
Sophie
Si tu partais
Johnny Fedora et Alice blue bonnet
Elle avait son sourire
Monsieur Ernest a reussi


1948
Les amants de Paris
Il a chante
Les vieux bateaux
Il pleut
Cousu de fil blanc
Amour du mois de mai
Monsieur X


1949
Bal dans ma rue
Pour moi tout` seule
Pleure pas
Le prisonnier de la tour
L`orgue des amoureux
Dany
Paris


1950
Hymne a l`amour
Le chevalier de Paris
Il fait bon t`aimer
La p`tite Marie
Tous les amoureux chantent
Il y avait
C`est d`la faute a tes yeux
C`est un gars
Hymn to love
The three bells
Le ciel est ferme
La fete continue
Simply a waltz
Autumn leaves
Cause I love you
Chante-moi (en anglais)
Don`t cry
I shouldn`t care
My lost melody
La vie en rose (en anglais)


1951
Padam Padam
Avant l`heure
L`homme que j`aimerai
Du matin jusqu au soir
Demain il fera jour
C`est toi
Rien de rien
Si,si,si,si
Demain (il fera jour)
A l`enseigne de la fille sans coeur
Telegramme
Une enfant
Plus bleu que tes yeux
Le Noel de la rue
La valse de l`amour
La rue aux chansons
Jezebel
Chante-moi
Chanson de Catherine
Chanson bleue


1952
Au bal de la chance
Elle a dit
Notre-Dame de Paris
Mon ami m`a donne
Je t`ai dans la peau
Monsieur et madame
Ca gueule ca, madame (avec Jacques Pills)


1953
Bravo pour le clown
Soeur Anne
N`y va pas Manuel
Les amants de Venise
L`effet qu`tu m`fais
Johnny, tu n`es pas un ange
Jean et Martine
Et moi
Pour qu`elle soit jolie ma chanson (avec Jacques Pills)
Les croix


1954
La Goualante du pauvre Jean
Enfin le printemps
Retour
Mea culpa
Heureuse
Ca ira
Avec ce soleil
L`homme au piano
Serenade du pave
Sous le ciel de Paris
Sous le ciel de Paris (l`autre version)


1955
Un grand amour qui s`acheve
Misericorde
C`est a Hambourg
Enfin le Printemps
Legende


1956
L`accordeoniste
Heaven have mercy
One little man
Avant nous
Et pourtant
Marie la Francaise
Les
amants d`un jour
L`homme a la moto
Soudain une vallee
Une dame
Toi qui sais


1957
La foule
Les prisons du roy
Opinion publique
Salle d`attente
Les grognards
Comme moi


1958
C`est un homme terrible
Je me souviens d`une chanson
Je sais comment
Tatave
Les orgues de barbarie
Eden blues
Le gitan et la fille
Fais comme si
Le ballet des coeurs
Les amants de demain
Les neiges de Finlande
Tant qu`il y aura des jours
Un etranger
Mon manege a moi


1959
Milord
T`es beau, tu sais


1960
Non, je ne regrette rien
La vie, l`amour
Rue de Siam
Jean l`espagnol
La belle histoire d`amour
La ville inconnue
Non, la vie n`est pas triste
Kiosque a journaux
Le metro de Paris
Cri du coeur
Les blouses blanches
Les flons flons du bal
Les mots d`amour
T`es l`homme qu`il me faut
Mon Dieu
Boulevard du crime
C`est l`amour
Des histories
Ouragan
Je suis a toi
Les amants merveilleux
Les bleuets d`azur
Quand tu dors
Mon vieux Lucien
Je m`imagine
Jerusalem
Le vieux piano


1961
C`est peut-etre ca
Le denicheur
J`n`attends plus rien
J'en ai passé des nuits
Exodus
Faut pas qu`il se figure
Les amants (avec Charles Dumont)
No regrets
Le billard electrique
Marie-trottoir
Qu`il etait triste cet anglais
Toujours aimer
Mon Dieu (en anglais)
Le bruit des villes


1962
Dans leur baiser
A quoi ca sert l`amour
Le droit d`aimer
A quoi ca sert l`amour (avec Theo Sarapo)
Fallait-il
Une valse
Inconnu excepte de Dieu
Le droit d`aimer
Quatorze Juillet
Les amants de Teruel
Roulez tambours
Musique a tout va
Le rendez-vous
Toi, tu l`entends pas!
Carmen`s story
On cherche un Auguste
Ca fait drole
Emporte-moi
Polichinelle
Le petit brouillard
Le diable de la bastille
Elle chantait (avec Theo Sarapo)


1963
C`etait pas moi
Le chant d`amour
Tiens, v`la un marin
J`en ai tant vu
Traque
Les gens
Margo Coeur Gros
Monsieur Incognito
L`homme de Berlin (son dernier enregistrement)



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Epoca de Um Corpo Urbano e Consumista


Hoje, me vi num caos comercial, num corpo urbano e consumista.
Era apenas um sonho, mas sinto que algo novo se aproxima.
Época, de Gotan Project estava incluída nesse sonho.

Ouçam:

Gotan Project - época




quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


Projeto de Produção de Espetáculo de Leônidas Portella


Estou disponibilizando meu projeto de produção do espetáculo "As Cores de Frida". Que ele possa servir como referência para a elaboração de outros projetos no curso de Liceciatura em Teatro da Universidade Federal do Maranhão.

Boa Sorte e sucesso a todos!
Leônidas Portella


Experimento Improvisacional: Une Enfant / Pesquisando Infâncias


O elenco de "Piaf Accord à Corps", nova Montagem do Núcleo Atmosfera de Dança-Teatro, está pesquisando a apresentação do primeiro Experimento Improvisacional do processo criativo.

"Une Enfant" traduzido do francês, significa "Uma Criança". Onde os intérpretes pesquisam sobre sua infância contextualizando-a à infância de Edith Piaf.


Sobre a Musica Une Enfant

No início de sua carreira no início dos anos 50, Charles Aznavour trabalhou para Edith Piaf, estava apaixonado por ela. Charles escreveu algumas músicas para ela cantar. Une Enfant é a história de um jovem que joga cautela para o vento, segue um sonho romântico e acaba morto. Édith Piaf narra a história com grande delicadeza e compaixão. Ela é acompanhada pelo etéreo coro de St. Paul René. As palavras são pelo jovem Charles Aznavour, a música por C. e R. Azanavour CHAUVIGNY. Um aviso conto para jovens marginais de todo o mundo.

Charles Aznavour
UNE Enfant
Paroles: Charles Aznavour, Musique: Charles Aznavour et Robert Chauvigny

Conheça a música Une Enfant



Sobre a Infância de Edith Piaf

Édith Giovanna Gassion nasceu em Belleville, um bairro de imigrantes da capital francesa. Sua mãe Annetta Giovanna Maillard, era de ascendência ítalo-cabila e cantava nas ruas e em cafés com o pseudônimo de Line Marsa. Seu pai Louis-Alphonse Gassion trabalhava no circo como contorcionista e tinha um passado teatral. Quando pequena, Édith foi deixada por sua mãe, por um curto período, com sua avó materna. Pouco tempo depois seu pai, voltando da guerra, encontrou-a enferma. Ele procurou sua mãe e pediu pra ela cuidar da Édith para ele poder voltar a servir o Exército Francês (em 1916). A avó paterna de Édith na época trabalhava em um bordel, o que fez com que Édith tivesse contato com prostitutas e seus clientes, tornando-se ela mesma prostituta e o que ocasionou nela um profundo impacto em sua personalidade e visão sobre a vida. Aos seus 7 ou 8 anos, ela perde momentaneamente sua visão por razão de uma queratite. Ela chegou a ir ao túmulo de Santa Teresa do Menino Jesus na cidade de Lisieux para pedir que a curasse. Oito dias mais tarde Édith estava curada, o que a fez se tornar devota daquela santa.


Música Une Enfant

Une enfant, une enfant de seize ans
Une enfant du printemps
Couchée sur le chemin...

Elle vivait dans un de ces quartiers
Où tout le monde est riche à crever
Elle avait quitté ses parents
Pour suivre un garçon, un bohème
Qui savait si bien dire "je t'aime"
Ça en devenait bouleversant

Et leurs deux coeurs ensoleillés
Partirent sans laisser d'adresse
Emportant juste leur jeunesse
Et la douceur de leur péché

Une enfant, une enfant de seize ans
Une enfant du printemps
Couchée sur le chemin...

Leurs coeurs n'avaient pas de saisons
Et ne voulaient pas de prison
Tous deux vivaient au jour le jour

Ne restant jamais à la même place
Leurs coeurs avaient besoin d'espace
Pour contenir un tel amour
Son présent comme son futur
C'était cet amour magnifique
Qui la berçait comme d'un cantique
Et perdait ses yeux dans l'azur

Une enfant, une enfant de seize ans
Une enfant du printemps
Couchée sur le chemin...

Mais son amour était trop grand
Trop grand pour l'âme d'une enfant
Elle ne vivait que par son coeur
Et son coeur se faisait un monde

Mais Dieu n'accepte pas les mondes
Dont il n'est pas le Créateur
L'amour étant leur seul festin
Il la quitta pour quelques miettes
Alors sa vie battit en retraite
Et puis l'enfant connut la faim

Une enfant, une enfant de seize ans
Une enfant du printemps
Couchée sur le chemin

Morte!...
Ahaaa...


Tradução:

Uma criança, um filho de dezesseis anos
Uma criança de Primavera
Situada na estrada ...

Ela vivia em um desses bairros
Quando toda a gente é rico morrer
Deixou os pais dela
Para acompanhar um menino, um boêmio
Quem conhecia tão bem dizer "eu te amo"
Tornou-se aborrecer
E os seus dois corações ensolarados
Partiu sem deixar um endereço
Basta tomar a sua juventude
E a doçura de seus pecados

Uma criança, um filho de dezesseis anos
Uma criança de Primavera
Situada na estrada ...

Seus corações não estavam em temporada
E
não quero prisão
Ambos viviam no dia a dia
Não permanecer em um lugar
Seus corações se na necessidade de espaço
Para conter tal amor
O seu presente como o seu futuro
Foi esse amor bonito
Quem balançou como uma canção
E os olhos perdidos no azul

Uma criança, um filho de dezesseis anos
Uma criança de Primavera
Situada na estrada ...

Mas seu amor era muito grande
Demasiado grande para a alma de uma criança
Ela morava em seu coração
E seu coração era um mundo
Mas Deus não aceita os mundos
Que não é o Criador
O amor é a única festa
Ele deixou algumas migalhas para um
Então a vida dele quebrou na reforma
Em seguida, a criança experiente fome

Uma criança, um filho de dezesseis anos
Uma criança de Primavera
Situada na estrada
Morto ...
Ahaaa ...




terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Piaf: Accord à Corps / O Primeiro Registro de Uma Nova Pesquisa





Lugar de Criação: No refúgio da fuga, casa da intérprete Geraldine Gauthier.