sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Calendário 2010


07 de janeiro – Aniversário de um ano do espetáculo “As Cores de Frida”;
01 a 05 de março – Espetáculo “60’Safira no Casarão das Ilusões CACEM”;
24 de março – Espetáculo “As Cores de Frida” na V Semana do Teatro no Teatro Arthur Azevedo;
25 de março – Espetáculo “60’Safira no Casarão das Ilusões” na V Semana do Teatro no Teatro Arthur Azevedo;
23 a 27 de março – Técnica de Viewpoints na V Semana do Teatro no CACEM;
Abril a maio – Laboratório de Criações no CACEM;
29 de abril – Casamento de Rosa Ewerton com Francisco Jara no Circo da Cidade;
30 de abril – Espetáculo “Maria Menina” no SESC Deodoro;
21 de maio – Mostra de processo criativo do espetáculo “As Mulheres de Shakespeare” no Conexão Dança na sala da Olinda Saul;
06 de junho – Espetáculo “As Cores de Frida” beneficente no Teatro Arthur Azevedo;
25 de junho – Aniversário de 05 anos do Núcleo Atmosfera;
27 de julho – Estreia do espetáculo “As Mulheres de Shakespeare” na comemoração do Atmosfera 5 anos no Teatro Arthur Azevedo;
28 de julho – Espetáculo “As Cores de Frida” na comemoração do Atmosfera 5 anos no Teatro Arthur Azevedo;
29 de julho – Espetáculo “60’Safira no Casarão das Ilusões” na comemoração do Atmosfera 5 anos no Teatro Arthur Azevedo com Atmosfest na Boate Metal SLZ;
03 a 05 de agosto – Circulação SESC Amazônia das Artes Mato Grosso;
05 a 07 de agosto – Circulação SESC Amazônia das Artes Rondônia;
07 a 09 de agosto – Circulação SESC Amazônia das Artes Amazonas;
09 a 11 de agosto – Circulação SESC Amazônia das Artes Pará;
11 a 13 de agosto – Circulação SESC Amazônia das Artes Tocantins;
16 a 17 de setembro – Circulação SESC Amazônia das Artes Piauí;
29 de outubro – Experimento para o espetáculo “Vem Cá Curiá” na V Mostra SESC Guajajara;
11 a 13 de novembro – Circulação SESC Amazônia das Artes Acre;
10 de dezembro – Experimentação performática “Sinal” no semáforo do Terminal da Praia Grande;
11 de dezembro – Experimentação performática “Outros Ares” na praça Gonçalves Dias;
12 de dezembro – Experimentação performática do grupo: Marina, Claúdia, Gilberto, Valeria e Valda e experimento para o espetáculo “Vem Cá Curiá” no “Sou Brasil, Eu Danço” no Teatro Alcione Nazaré;
17 de dezembro – Disciplina de direção com Thatielle e convidadas Neusa, Rosa, Cleyce e Marina com trecho da peça “A Casa de Bernarda Alba” de Federico Garcia Lorca;
18 de dezembro – MO.VER-SE Instalação de Movimento no Laborarte com o “O Tempo Sobre Mim” e experimento para o espetáculo “Vem Cá Curiá”;
23 de dezembro – Prêmio Olinda Saul de Dança: Indicação Trabalho de Pesquisa para Leônidas Portela;
30 de dezembro – Prêmio SATED 2010: Indicações para Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Iluminação.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

OUTROS ARES - DESCRITIVO DE SENSAÇÕES

Fazer sem saber o que vai ser feito. Esse é a maior desafio para o intérprete.

PROPOSTA INICIAL: Todos vestidos como para dançar um tango, roupa de luxo, maquiagem, toda preparação para o inesperado, o desconhecido.

Foi a princípio como se eu estivesse na coxia, esperando a cortina abrir, aquela mesma sensação, frio na barriga, vontade de fazer xixi (risos), sensação normal, porém uma certeza, diferente do espetáculo ensaiado, não sabemos o que vai acontecer ou o que pode acontecer.

A praça não intimidou, pelo contrário foi atraente a idéia, desafiante, assim como o traje, sandália de salto, vestido, o que torna a execução dos movimentos mais cuidadosos. Um passo simples de tango origina uma coreografia quando todos os dançarinos-atores os executam ao mesmo tempo, a música como estímulo faz configurar-se uma dança completa: o corpo dança, as árvores dançam, o vento dança com você, os bancos se movimentam, tudo vira dança, tudo dança.

O contato com o ambiente proporciona um sentimento de segurança, quando você não se acanha diante dele, e ao mesmo tempo um sentimento de vulnerabilidade, o ambiente está totalmente no comando do seu corpo, você cria e se adapta a ele.

A relação com seu parceiro de cena é espontânea, mas responsável, há um cuidado, um apoio no contato improvisação, uma liberdade no permitir e ser permitido, há cumplicidade.

A relação com o público, transeunte, passivo, ativo, presente em momentos sim outros não, observador, crítico, é uma experiência única, intransponível. Lhes é dado o direito ou a oportunidade de ser cena, de participar da cena, mesmo que ele ignore tudo o que acontece, ele faz parte do espetáculo. O público revela, dessa forma, que a arte, que a dança, a dança-teatro, são intrinsecamente humanas.

Por Marinildes Brito

domingo, 19 de dezembro de 2010

OUTROS ARES

Experimentação na praça Gonçalves Dias, éramos pra ir de traje social e salto alto, mais uma vez não sabíamos o que seria feito lá. Participaram dessa experimentação: eu, Rosa Ewerton, Cleyce Colins, Thatielle Abreu, Marinildes Brito, Luis Ferreira e Valeria Mendonça. Chegamos no final da tarde, o pôr-do-sol estava belíssimo e a praça habitada por casais, crianças, skatistas, formandos. As instruções foram coladas em uma palmeira no centro da praça. O desconhecido é o maior desafio, permitir se deixar levar pelos acontecimentos, viver o agora e encontrar resoluções para os imprevistos, tudo isso foi vivido intensamente por mim. Brincar com minha sombra na grama foi muito agradável, apesar do incômodo de estar com salto alto, deu pra aproveitar bastante. Duas pessoas que nos assistiam lá no alto fizeram sombra onde eu estava e interagi com suas sombras, até que estas perceberam e fugiram de mim. Gostaria de ter passado mais tempo lá. O estranhamento do público iniciou quando cada intérprete se locomovia pela praça com um passo simples de tango, a receptividade deles foi positiva. E mesmo sendo intérpretes, Leônidas pediu que não houvesse representação, que fôssemos naturais. Ele nos deu estímulos sonoros vindos do som de um carro , músicas lindas, se encaixaram perfeitamente nas movimentações. Conversei com uma criança para depois dançar a nossa conversa, o mais bonito de tudo foi que ela imitou todos os movimentos que fiz junto com suas amiguinhas. Quando foi se despedir de mim não tive como ignorar essa criança linda! Um dos meus saltos descolou na hora do contato improvisação, lembrei que mais tarde iríamos correr pela praça, então forcei o outro salto e quebrei. Ainda não me sinto a vontade no contato improvisação, talvez por falta de um pouco mais de pesquisa. A improvisação em dupla no banco com Thatielle foi livre, espontânea e gostosa de fazer, nossos movimentos fluiam sem nenhum bloqueio, conversávamos pelo olhar. O momento mais bonito aconteceu no centro da praça, ao redor da estátua de Gonçalves Dias, com uma música instigante onde todos os intérpretes dançaram livres. A iluminação da praça ajudou muito, ficou maravilhosa. As crianças foram nossos melhores espectadores, estavam o tempo inteiro interagindo, observando, comentando. Os skatistas também estavam abertos a apreciar uma linguagem que eles não conheciam, na verdade, todos ali presentes. Nos despedimos ao som de Bésame Mucho beijando nossos corpos, lindo!

SINAL

Sinal. Leônidas convidou todos os integrantes do Núcleo Atmosfera a comparecer no semáforo do
"Pare"
Terminal de Integração da Praia Grande em São Luís do Maranhão para uma experimentação performática em paisagem urbana, todos deveriam ir de calça e tênis e as meninas de cabelos amarrados, nada mais foi dito. Sou muito curiosa e esse mistério gerou
grande ansiedade em mim. Participaram dessa experimentação seis integrantes: eu, Rosa Ewerton, Cleyce Colins, Timóteo Cortes, Alex Liberato, Luís Ferreira. Quando Leônidas sentou para nos dar as orientações, eu era pura adrenalina! A primeira pergunta feita por ele foi: "O que vocês estão sentindo nesse momento?". Eu respondi ansiedade e adrenalina. A maioria estava ansioso. Ele abriu um envelope amarelo e dentro dele haviam dois blocos com dez palavras impressas. Primeiro entregou a cada integrante uma palavra para colar no semáforo do pedestre, depois isso foi feito em dupla do outro lado da pista. A curiosidade era tanto dos integrantes como de quem passava por lá e viam as palavras coladas, a nossa presença já causava estranhamento. Depois de Leônidas explicar cada palavra colada, iniciamos. "Pare". Esse foi o momento mais tenso pra mim, ficar parada na faixa de pedestres com todos nos observando, meu coração batia a mil por hora e minha respiração estava ofegante. Uma imagem marcante nesse momento foram as pessoas dentro do ônibus se levantando para ver o que estava acontecendo. "Círculos com o corpo" Me senti insegura por não sabe era pra fazer no lugar ou em deslocamento, ainda estava com o corpo tímido. Com o decorrer das indicações, meu corpo começou a se acostumar com a novo espaço cênico e foi tudo muito prazeroso e intenso. Eram apenas 25 segundos de sinal fechado, tentei aproveitar ao máximo cada segundo e a espera para o sinal abrir novamente parecia eterna!
"Corra e abrace"
A gente não podia se comunicar, somente o necessário. É desafiador estar do lado de alguém que conhecemos sem poder comentar nada do que estávamos fazendo e também manter a concentração num espaço aberto. Escutei uma senhora dizendo: "Se tivessem o que fazer, não estavam fazendo isso." Teve também um senhor muito simpático que nos aplaudiu enquanto executávamos os movimentos. Nossa plateia interagiu bastante conosco, alguns nos imitaram, outros gritaram junto, se assustaram, correram, tiraram fotos, após atravessarem o sinal, continuaram a nos assistir.
Disse a Leônidas que nunca mais vou atravessar uma faixa de pedestres com o mesmo olhar, foi uma vivência que com certeza me trouxe muito crescimento pessoal e artístico. Nós, de cara limpa, cara a cara com o público, abertos a qualquer tipo de imprevisto, sem medo de ser surpreendido e de se expor.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Diário de Bordo - "As Cores de Frida" - Belém PA

Uma hora e meia de turbulência pra chegar em Belém, será que isso já significava alguma coisa? Noite quente e eu só queria descansar, minha gripe estava cada vez mais forte, comprei remédios e jantei sopa, madrugada com febre. Dia da apresentação cheia de atrasos, do elenco pra reconhecer o palco, do motorista pra pegar Eliomar e por ai vai... A apresentação foi dentro do Parque da Residência, um lugar lindo! Porém o palco era sem profundidade e dançamos apertadinhos. Pessoas estranhas circulando no camarim e fora dele. O debate foi gostoso e divertido. Voltamos pro hotel com a confirmação de que no dia seguinte o transporte estaria lá às 15h30min. Pela manhã conhecemos o Ver o Peso e mais comprinhas!!!!! E na hora marcada a maioria do elenco já tinha fechado a conta no hotel. Uma van veio e faltou outra pra levar nossas malas. Entro em contato com Nelly e espero um retorno, que chega por volta das 16h40min. Chuva, voamos pro aeroporto e chegamos às 17h15min com a notícia que o check-in estava finalizado, ou seja, vôo perdido. Mais algumas horas na TAM (saímos de lá depois das 21h) pra embarcarmos no próximo vôo a Palmas (sair de Belém às 2h, chegar em Brasília às 4h conexão até às 12h e chegar em Palmas às 14h, se tudo sair no horário). Ah! E apresentar às 20h! Haja estrutura pra aguentar tudo isso! Força a todos nós e muita união nesse momento! Neusa de Paula

Pensei que fosse morrer, juro. Orei, rezei, chorei, minha vida em segundos passou pela minha cabeça... O voo para Belém foi muito ruim, muita turbulência, nossa, melhor esquecer. A cidade eu já conhecia, pois foi onde o Atmosfera apresentou pela primeira vez fora do estado do Maranhão, há alguns anos, o espetáculo As mulheres de Shakespeare, em 2007. Nossa foi muito maravilhoso... fomos tratados como deuses, com direito a beju no camarim e tudo. (Obrigada Maria Cristina e Afonso Gallindo). Infelizmente dessa vez foi bem diferente, muitos problemas por conta de um detalhe da equipe do SESC Pará, prefiro não comentar. Quero levar as coisas boas desse momento mágico que vivi. Obrigada, meu Deus!!!!  Mari

Nossa, vou começar pelo desespero da equipe no momento do voo ,quando passamos por uma turbulência, brutal. Tinha gente que chorava, rezava... Eu graças a Deus eu já passei por uma experiência pior, então só orei muuuuuuitoooooo!
A nossa apresentação foi maravilhosa, mas uma vez graças a Deus ,o palco era pequeno , mas pela beleza do espaço Estação Gasômetro , o tamanho do palco foi só um detalhe . Um  lugar lindo e confortável! Mas como nada é perfeito, e claro não tão” imperfeito” , o Sesc  Pará nos causou um estresse desnecessário . Sem detalhes gostei muito da nossa anja, casada com nosso conterrâneo, Uhuuuuuu... e trago em foco as coisas boas!  Valda Lino


Belém...
A bela cidade transformou-se nos
últimos anos, cresceu para cima, com
seus arranha-céus. Ares de cidade
grande. Problemas de cidade grande. Rosa Ewerton Jara

Diário de Bordo - "As Cores de Frida" - Manaus AM

“Sentimentos me transbordam”
Fomos bem recepcionados pela Iara, que nos tratou muito bem, e que se multiplicou em 10 para dá conta de todas as necessidades técnicas, ela foi muito boa, pena que não posso dizer o mesmo dos recursos oferecidos pelo SESC de Manaus, se não fosse a Iara nem teríamos apresentado, obrigada Iara.
 Tudo o que eu havia vivido nos dias anteriores se refletiu nesta apresentação, que foi rica em sentimentos trazidos das minhas experiências, esses que encheram o meu corpo e transbordaram em lagrimas, essas que representam a alegria de está naquele palco.
 Obrigada Frida por existir. Cleyce Colins

O espetáculo As Cores de Frida em Manaus foi extremamente desafiador pra mim. Me machuquei logo na primeira cena, e dançar todo o resto do espetáculo não foi nada fácil. Mas foi tudo maravilhoso... Adorei a cidade e gastei tudo o que tinha, rsrs... Thatica.

Manaus, oito de agosto, minha maior expectativa, apesar dos desafios lançados pela estrutura que nos foi oferecida, cada espetáculo foi um espetáculo, que o diga nosso “menino da luz”. Estávamos preparados, estamos, para cada desafio, a cada dia sinto isso e apesar do calor que fazia no palco, a apresentação foi maravilhosa, foi muito bom sentir calor e tanta energia dentro de As Cores de Frida. Marinildes Brito

Bem, desde o início das apresentações, em termos técnicos, o espetáculo vem enfrentando problemas. Em Manaus não poderia ser diferente. Um desses entraves são as mesas de luz. Gente! O que é aquilo! Um fader da mesa a 70% e a luz não entrava. Mas isso não foi o suficiente para tirar o brilho e a emoção do espetáculo. Mais uma vez o que salvou a montagem da luz foi o Técnico de luz (que faz tudo sozinho no Teatro). Todos esses problemas tornaram-se desafios que foram superados e espero que assim seja até o final das apresentações. E que os deuses do teatro me mandem mesas de luz que funcionem corretamente, racks que realmente façam sua função e refletores dignos de uma apresentação. Brasileiro não desiste nunca e eu estou no barco.
Ia esquecendo: A Yara deu maior força, literalmente. A mulher pega mesmo no trabalho.
Eliomar Cardoso – Técnico em iluminação cênica

Ficamos instalados no centro de Manaus, perto do Teatro Amazonas e do SESC. Ótimo para os nossos passeios e compras nos momentos livres. Foi a primeira vez que nos apresentamos sem antes fazermos nossa roda de energização e também a primeira vez que suamos bastante, o palco foi montado em uma quadra poliesportiva e não tinha como esfriar o ambiente.  A Yara é uma mulher com mil e uma funções, logo que chegamos estava fina e bela nos esperando no aeroporto e já no dia seguinte a vi subindo e descendo escada pra ajudar na montagem da luz, uma guerreira! O público foi delicioso, fizeram leituras interessantes do espetáculo, antes não ditas. E conseguimos finalmente vender 3 camisas!!!!!!!!!! Uhuuu!!!! No dia seguinte: compras! Não preciso dizer mais nada... Neusa de Paula

Manaus me deu uma certa esperança no que tange a “cidade”, no entanto foi o lugar que menos nos proporcionou estruturas para que fizéssemos um trabalho dentro dos padrões. A cidade, que particularmente, me deixou entusiasmado, contrariou-se em sua recepção. O mínimo de estrutura nos foi disponibilidade. Quando digo mínimo,  porque é o mínimo. Aqui não me refiro às instalações dos intérpretes na cidade mas à instalação do espetáculo. Cheio de adaptações, que até um certo ponto são toleráveis, porém de forma demasiada como vem acontecendo é preciso questionar. Evidentemente que, todo esse processo nos tem mostrado uma outra face do trabalho que até então não havíamos atentado. Nos descobertas e reflexões são inevitáveis. Gilberto Martins

A expectativa era enorme. Conhecer Manaus, o “pulmão do mundo” (se bem que para os geógrafos o mar é pulmão do mundo). Estar em uma cidade que respira cultura, de um povo simples e pra frente, misturado, todas as tribos ali se encontram. Ficou só na expectativa... a cidade é deliciosa, conhecer o Teatro Amazonas foi maravilhoso, voltar a tomar “baré” foi incrível, mas como nem tudo é perfeito... um espaço nada agradável esperava nossa apresentação (INFELIZMENTE). Dificuldade em montar a luz, um palco totalmente distante do público (Destoando de Porto Velho, onde o público nos engolia, quando não é 8 é 800), poucas pessoas na plateia... também pudera, concorrer com Ana Botafogo se apresentando no Teatro Amazonas é demais. Mas como somos pessoas “positivas”, o espetáculo transcorreu na divina paz, um pouco sem energia, talvez por conta das dificuldades técnicas e da distância do público. Deliciousssssssss. Gisa Bausch

Bom!!! A cidade é maravilhosa as pessoas muito gentis, muitas coisas baratas á comprar, porém deixou muito a desejar na hora da apresentação.  poucas coisas mudaram no espetáculo , se comparado com Porto Velho, mais a emoção foi a mesma, a cada dia o grupo passa por uma superação e melhora... então tá bom tchauuu..... Valéria

Sensações diferentes nortearam a apresentação de Manaus para mim.
A falta do ar condicionado nos ajuda a respirar melhor ao passo que nos deixou suados a ponto do figurino colar no corpo. Atravessar uma ponte de costas molhadas trouxe medo ao mesmo tempo que me instigou ao desafio. A respiração ficou muito realista nesse momento. Marina

Manaus onde tudo era baratinho. kkk Amei fazer compras lá!
A apresentação foi muito “suada ”, mas só pelo calor, o palco era interessante falo pelo tamanho, um espaço que tem que ser mais  valorizado, só precisa ser estruturado. Em cena me senti ótima, a respiração foi muito evidenciada, e de experiência a experiência temos um espetáculo mais intenso e limpo! Detalhe: foi em Manaus que a Estrela nasceu! Coisita mais doidinha de my life. Obs: É uma boneca. Valda Lino



Manaus! Terra em ebulição. Tanto pelo 
calor imenso, quanto pela sua vocação 
comercial. Com seu centro turístico 
extremamente bem preservado. Um 
exemplo a ser seguido por outras 
localidades históricas. Ali, os humores já 
bastante alterados pela longa jornada em 
aviões e aeroportos, pioraram ao nos 
depararmos com o local da apresentação: 
um ginásio com uma arquibancada e um 
palco adaptado que servia para todo tipo de 
apresentações mas, pouco adequado para o 
teatro, uma vez que não havia passagem 
atrás do que convencionou chamar de 
ciclorama. Poucos recursos mas muito boa 
vontade por parte de alguns integrantes do 
SESC, que andaram realizando milagres, juntamente com nosso “menino da luz”, Eliomar Cardoso. 
Iara, chamava-se a “moça dos milagres” de lá. Houve pouquíssimo público em Manaus, talvez pela 
falta de uma estratégia local para atraí-lo. Mas, a apresentação foi aquela explosão de energia, pra 
variar. O público, parco que fosse, viu e gostou. Um detalhe do qual soubemos depois, é que neste 
mesmo dia e horário, estávamos concorrendo com ninguém menos que Ana Botafogo que abria o 
Festival de Danças da Amazônia, no maravilhoso Teatro Amazonas! Não há quem possa... Rosa Ewerton Jara

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Diário de Bordo - "As Cores de Frida" - Porto Velho - RO

A expectativa para cada estado da nossa circulação é sempre diferente, assim como cada um deles, com suas características próprias, suas diversidades culturais, culinárias e jeito de ser. Assim como, também, nossas apresentações, muita energia, muita ansiedade e muita, muita alegria de estar nesse projeto, representando nosso estado maravilhoso e o Atmosfera que se tornou essa família linda. Obrigada, Porto Velho pela recepção, obrigada Atmosfera pela oportunidade e obrigada acima de tudo a DEUS. Marinildes Brito – em estado de êxtase.


Levarei para todos os espetáculos a experiência de Porto Velho, teatro semi arena, o público dentro do espetáculo, assistindo de todos os ângulos. Senti com toda a verdade que há dentro de mim todas as cenas, o tempo inteiro com lágrimas nos olhos, simplesmente lindo. Sem falar na recepção da Cris e da Luh, super atenciosas e dedicadas. Que venham mais viagens!!!!! Neusa de Paula


Nós fomos bem recepcionados, nossas anjas foram ótimas, devo confessar que sou péssima de memoria e não estou recordando os seus nomes agora. O espetáculo foi ótimo e estávamos com as energias a flor da pele, o público acabou contribuindo para isso, eles estavam muito próximos, fazendo com que sentíssemos um pouco das suas sensações. Saí de lá muito feliz com o que vivenciei e aprendi, apesar de alguns contratempos Porto Velho em suma foi ótimo. CLEYCE COLINS


Uma experiência única, assim como em cada estado que passei, emoção a flor de pele, quero levar aquele sentimento pra todas as outra apresentações, com tantas dificuldades o grupo se mostrou capaz de superar tudo e dançar Frida com todo amor e entusiasmo de mostrar nossa verdade, sei que nós fizemos nosso melhor e fomos reconhecidos por isso. Adorei, em Porto Velho senti minha verdade muito mais forte.....Valéria.


Cansaço, descanso, maravilhas, novidades que o trabalho enquanto artistas nos proporcionam. Passar em Rondônia foi bastante gratificante, delicioso, em suma. Uma ótima recepção e atenção. Muitas expectativas, tanto nossas quanto do público. O diálogo e a superação são palavras que nos acompanharam em Rondônia. Gilberto Martins


O estado de Rondônia nos recebeu de portas abertas, assim como nos outros estados o clima foi uma barreira a ser superada, a massa de ar seca não impediu que nossos corpos estivessem em total sintonia ao entrar em cena; a necessidade de uma adaptação para um palco de semi arena, revelava o quando dançar Frida requer força e intensidade, entretanto com tanta energia em cena e devido a algumas mudanças o espetáculo tornou-se arriscado; forte, intenso e ao mesmo tempo arriscado. Em meio a esse universo mágico o público contracenava junto ao intérpretes, não desviavam o olhar permanecendo-se ansiosos e com imensa expectativa do que estava sendo apresentado. Hoje nossos corpos tremiam, não de medo, tremiam de emoção. -Luís Ferreira.


Em Rondônia, nos deparamos com o nosso “famoso” e esperado “teórico”. Aquele que sabe tudo sobre Arte. Em dois tempos, foi desmontado por nossos argumentos que se apresentaram bem consistentes, fazendo valer nossos encontros muitas vezes sacrificantes dos domingos para estudarmos a vida e obra de Frida, bem como aguçarmos nossas percepções a respeito do espetáculo. O staf do Sesc se esforçou para nos receber bem, mas as condições não foram as melhores. Muitas improvisações no que diz respeito à técnica, o que, em geral, vem ocorrendo em quase todos os lugares onde passamos até agora. Esperamos que isto melhore, talvez, nas próximas viagens. (Rosa Ewerton Jara)


Rondônia, em que pesem as condições técnicas precárias, o formato do teatro (arena) proporcionou uma experiência impar, colocando o elenco muito próximo do espectador fazendo com que a troca de energia durante o espetáculo fosse um combustível a mais na excelente apresentação realizada. (Francisco Jara)


Da frustração que se apresentou pela precariedade técnica do lugar à apresentação enérgica que fizemos no palco do Sesc-RO, um misto de sensações. Como sempre, fomos imensamente desafiados, pelo clima, pelos recursos, pelo espaço, pelas pessoas. Desafios vencidos pelo imenso desejo de estarmos ali, de fazermos o melhor. Estávamos e fizemos. Nunca antes estivemos tão próximos do público, tudo o que fazíamos era perceptível. Aliás, o público não só percebeu, mas sentiu. O retorno foi maravilhoso....e as sensações, incríveis! Thatielle Abreu



Segunda parada: Porto Velho. Do frio imenso para o calor intenso. Já um pouco cansados. Alguns conflitos estabelecidos. Afinal, convivência em grupo  é um eterno aprender. Ainda bem! As afinidades se organizando. Pequenas doses de intolerância aqui e acolá. Já não estávamos no mesmo compasso. O jeito é dançar no contratempo...
A apresentação, o que realmente importa, nosso trabalho, foi, outra vez, um sucesso! Cansaços e incertezas convertidos em megabites de energia e a explosão em cena! Nem o linóleo branco nem a precariedade da estrutura se sobrepujaram ao desejo dos artistas de fazermos o melhor espetáculo. Para tal fim  viemos. Tudo o mais é pequenez e mesquinharias que nem valem a pena ser tomadas em conta. O debate foi maravilhoso! Uma plateia muito interessada e informada. E, claro, lá estava “ele”, cheio de empáfia. Desata vez, a própria plateia nos ajudou a derrubar seus inconsistentes argumentos.
Vale ainda ressaltar, em Porto Velho, a dedicação dos “anjos” que nos receberam e nos guiaram. Obrigada, em nome do Núcleo Atmosfera.
Antes de aterrissar em Manaus, abro aqui parêntesis para registrar meu profundo desagrado às conexões e escalas absurdas a que fomos submetidos. As razões? Possivelmente econômicas. Há que se pensar, um pouco mais, no desconforto (para dizer o mínimo), que é passar perto de dez(!) horas esperando em um aeroporto! Como não chegar exaurido e mau-humorado ao próximo destino? Um pouco mais de atenção, eu pediria, ao artista, que é um trabalhador que necessita absolutamente de seu corpo integral funcionando para o desempenho de sua função. Fecha parêntesis. Rosa Ewerton Jara

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Diário de Bordo - "As Cores de Frida" - Cuiabá MT



“Todo  artista tem de ir aonde o povo está...”

Seguindo a premissa da música de Milton, lá fomos nós. No aeroporto de São Luis, ainda fresquinhos, ansiosos, com um mundo de coisas a se descortinar à nossa frente. Alguns, marinheiros de primeira viagem, outros, velhos lobos-do-mar. A ansiedade, a mesma.

Chegamos ao nosso primeiro destino: Cuiabá. Cidade com vocação para grande, com uma gente boa nos recebendo, tratamento de primeira. Um SESC muito bem estruturado com um belo teatro, centro de artesanato e muitas coisas acontecendo.
Todos andando em bando, no mesmo compasso, um grupo, conflitos ainda não deflagrados. Natural, para o primeiro dia. O espetáculo foi muito bom. Ansiedade transmutada em energia pura! Haveria que se manter o nível nas apresentações posteriores. O debate, ao final, manteve-se num bom nível, também. Ali, se mostrando a importância de nossos encontros domingueiros para o aprofundamento nos estudos da vida e obra de Frida Kahlo, dança-teatro e assuntos afins. Nosso “famoso” teórico lá estava. O tão esperado. Aquele que iria tentar nos derrubar tantas vezes. Mas, não: estávamos preparados! Rosa Ewerton Jara



Dia 03/08/2010, 14h, aeroporto de São Luís. Chegando aos poucos, os integrantes do Núcleo Atmosfera de Dança-Teatro reuniram-se para o início de uma nova fase, é a primeira circulação do núcleo. Iríamos embarcar em um vôo da Tam, com destino a Cuiabá-MT, primeira cidade das cinco em que apresentaremos, fazendo uma escala em São Paulo. Um oportunidade única (mas primeira, de muitas... com a graça de Deus). Despedidas e mais despedidas, mães, pais, namorados e namoradas, todos apostando.......................... Gisa


Viagem de avião, primeira vez, tensão no início, mas só no início, depois foi muito bom... adoro viajar, adoro dançar, e dançar e viajar junto é melhor ainda. Grupo muito unido, junto, atmosféricos, louca de ansiedade para apresentar. Escala em Sampa, delícia... Cuibá friozinho gostoso, 15 graus, hotel bacana e muito trabalho. Mari, amando muito tudo isso.


Estar em outra cidade fazendo o que amamos é muito bom, nesse frio, nesse conforto é muito legal. Frida hoje evidenciou-se de forma satisfatória. Plateia não muito cheia no entanto atenciosa e apaixonada assim como nós por essa mulher. Gilberto no clima de Frida!


Esse é um momento de muita reflexão pra mim, passo o tempo inteiro observando tudo e agradecendo por essa maravilha de turnê com uma turma muito, muito, muito divertida e unida. O clima da cidade está delicioso, bem friozinho... Hoje consegui colorir o espetáculo com as minhas cores, tive novas sensações e a iluminação influenciou muito. Só mais duas coisinhas: Frida Kahla, Frida Kahla!!!! Baguncinha, baguncinha!!!! Piada interna... I like I gosto! Neusa de Paula.


Esta viagem está sendo incrível, a realização de muitos anseios, sonhos que nasceram despretensiosamente, mas que foram sonhados com muita intensidade. INTENSIDADE, esta é a palvara que define este momento, que define Frida Kahlo, que define o Núcleo Atmosfera, que define minhas emoções nestes últimos dias. Adorando o friozinho de Cuiabá, tão intenso, rsrs. Thatica!


Coragem, determinação, ousadia, liberdade; são palavras que compõe a realização do intenso sonho do Atmosfera. Hoje ao imenso frio de Mato Grosso, Frida inaltece seu tom e aquece a cidade com suas cores quentes e vivas. "Viva la vida,Vida Frida", Luís Ferreira.


As Cores de Frida em Cuiabá: tudo está apenas começando. Que o astral deste primeiro dia guie a
circulação desse espetáculo até o fim. Frida nos abençôe! Marina Corrêa.


É com muita alegria, emoção e inúmeras sensações que estou no momento! Estar realizando parte do sonhos do Atmosfera é muito importante pra mim.... E Cuiabá está sendo maravilhoso. Hoje estreamos com uma das melhores apresentações e que seja assim até o fim! Tô amaaaannnnnndoooo, friiiiiiiiiiiooo que não acaba! Mas ta maravilhoso, enfim.... com uma galera escândalo, que é muito importante, d +... só na base do baguncinha! kkk o forte de Cuiabá! Valda Lino(Ladie Styles) kkkkkkkkkkk

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Aniversário do Núcleo Atmosfera de Dança-Teatro no Teatro Arthur Azevedo


Dias 27, 28 e 29 de julho no Teatro Arthur Azevedo o Núcleo Atmosfera de Dança-Teatro comemora 5 anos e quem ganha o presente é você. Serão 3 espetáculos com entrada popular de 5 reais cada um. No último dia tem Atmosfest com temática Anos 60 com DJ Gáudio na Boate Metalúrgica às 22h.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Projeto Cirandanças em Chapadinha-MA


Esse é o banner Cirandanças, projeto que contemplou Leônidas Portella no Edital Mais Cultura - Ação Microprojetos no Semi-árido brasileiro, será realizado na cidade de Chapadinha no Maranhão com duração de quatro meses.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A PRÁTICA EXTENSIONISTA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR: REFLEXÕES, INDAGAÇÕES E DESCOBERTAS NO ÂMBITO DO PROJETO “AÇÃO CULTURAL EM TEATRO” - Por: Prof. Dr. Arão Paranaguá Santana DEARTE-UFMA

2.9 Passos no compasso

Tema: Expressão corporal; dança-teatro
Coordenadores: Leônidas de Souza Santos Portela e Thatielle Abreu
Público-alvo: Crianças e adolescentes
Período: Agosto a Outubro
Parceria: Projeto Escola Aberta / Unidade de Educação Básica Santa Clara

O subprojeto Passos no Compasso enfatizou a dança educativa ao explorar as possibilidades que se apresentam na esfera da expressão corporal, possibilitando aos participantes o reconhecimento das suas potencialidades artísticas. Dessa maneira, pretendeu aprimorar a disciplina, autoconfiança, sensibilidade, poder de expressão, respeito pelo espaço do próximo, consciência respiratória, espontaneidade e auto-estima.

Ao revelar a importância do processo ensino-aprendizagem no fazer artístico, através de encenações lúdicas que diziam respeito ao contexto social dos alunos, verificou-se que são múltiplas as possibilidades de discussão de temas transversais no âmbito da escola, o que repercute em maior aceitação de si, superação de dificuldades aparentes que prejudicam o andamento escolar dos alunos e defesa contra descriminações inconseqüentes, oriundas do convívio comunitário. O depoimento de uma aluna, citado no relatório final do subprojeto Passos no Compasso, alude a essa realidade:

Eu aprendi que para se fazer qualquer coisa precisamos nos concentrar. O professor falou sobre questões do negro e eu sou negra, eu acho um absurdo um negro ser descriminado. Por que fazem isso? Será que é por nossa pele mais escura? Se for por isso o branco também deveria ser descriminado por sua pele branquinha.



Afastadas as mesas e cadeiras da biblioteca da escola, acontece uma das atividade da oficina.
(Foto: Thatielle Abreu).


O número de participantes oscilou de 13 no início do projeto a 37 no seu encerramento.
(Foto: Thatielle Abreu).



Apresentação do espetáculo para a comunidade, na quadra da escola. 
(Foto: Leônidas Portella).



Emoção de uma mãe ao cumprimentar sua filha após o espetáculo.
(Foto: Leônidas Portella).

A exemplo do subprojeto Jogos teatrais e formação de platéia, a ação institucional da UFMA colaborou para o aprimoramento de um trabalho que vinha sendo executado com algumas dificuldades, aumentando bastante o número de participantes, a qualidade das práticas e contemplando, também, a expectativa quanto a um resultado, posto que foram feitas três apresentações do espetáculo criado durante a oficina, para um público numeroso. O depoimento abaixo ressalta um dos aspectos mais significativos da interação entre escola e universidade, como se lê no relatório final do subprojeto Passos no Compasso:

Com a escola aberta para a comunidade, torna-se possível o intercâmbio de conhecimentos entre família, aluno, professores e arte, relação esta que é indispensável ao processo de ensino e aprendizado dos acadêmicos de Licenciados em Teatro.



terça-feira, 11 de maio de 2010

60'Safira no Casarão das Ilusões



Cliente Amado
Nosso palco-cabaré estará aberto para que a ilusão e a realidade se misturem, para que todos os tabus sejam quebrados...
Venha como todos vieram, venha se deliciar, temos um cardápio variado...
Conheça nossa preciosa Safira, a meretriz usada e abandonada como os casarões de São Luís.
Faça-nos uma bo
a proposta!

Espetáculo "60'Safira no Casarão das Ilusões". Uma realização do Núcleo Atmosfera de Dança-Teatro e Púrpura Produções no LABORARTE, dias 15, 16, 22 e 23 (sábados e domingos) de maio às 19h.

Reservas e informações pelos fones: 8191-2143 e 8701-0587.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Oportunidade para Jovens Artistas




O Núcleo Atmosfera de Dança-Teatro seleciona jovens artistas para integrar o Laboratório de Criações 2010.

O Laboratório de Criações é uma atividade de formação que possibilita o contato entre a comunidade e a Dança-Teatro. Esta proposta já resultou na criação dos espetáculos "Labirinto dos Poros" e "60'Safira no Casarão das Ilusões".

Serão selecionados apenas 10 jovens com faixa etária mínima de 15 anos para um laboratório de 6 meses.

As inscrições para a seleção poderão ser feitas de 5 a 12 de abril pelos emails:


A seleção acontecerá no Centro de Artes Cênicas do Maranhão CACEM no dia 13 de abril às 15h

Informações : 98 8807-3848 ou 8804-4990


quarta-feira, 31 de março de 2010

Registro de Sensações do Processo As Mulheres de Shakespeare


A aula hoje começou com meia hora de atraso, mas com o número suficiente para começar a reunião onde falamos de disciplina que está faltando para o espetáculo, de sonhar junto e acreditar nesse sonho.
Começamos com um alongamento que particularmente é um dos que me agradam mais, pois além de nos alongarmos, aprendemos a respirar e com isso tentamos chegar ao equilíbrio do corpo e mente. Mas claro que para se chegar a esse equilíbrio temos que trabalhar mais e acreditar mais, se entregar mais, sentir a energia que o exercício proporciona. Lembrando que são utilizadas técnicas orientais.
E finalmente começamos o ensaio, primeiro com a coreografia do pote, com apenas cinco meninas e depois com todas que estavam dispostas a aprender a coreografia, ensaiamos até que conseguimos fazê-la com a marcação certa.
Final de tarefa e mais um dia se encerra, mais um dia de ensaio, de crescimento e de evolução. Termino o relatório com o que ficou em minha cabeça a tarde toda, temos que acreditar mais e sonhar mais para que esse sonho, esse espetáculo se realize. Tudo depende de nós, é só acreditar!


Fique na paz de Jah sempre!
Muita luz.
Namaste!

Vam!

domingo, 21 de março de 2010

V Semana do Teatro

As Cores de Frida às 21h no Teatro Arthur Azevedo no dia 24 de março.

Sinopse:
Nesta proposta de montagem, a pesquisa sobre a Dança-Teatro alemã contextualiza-se às releituras de pinturas, cartas, tintas e esquadros da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954) uma revolucionária artística, sexual, política, social que agonizou em suas telas a constante degradação de seu corpo durante sua vida.

60'Safira no Casarão das Ilusões às 20h no Centro de Artes Cênicas do Maranhão no dia 25 de março.

Sinopse:
O espetáculo representa uma teia de anseios e impressões ligadas à degradação dos casarões históricos de São Luís, revisitados por corpos em contato com toda sua estrutura: mirantes, janelas, escadarias, chão, paredes, atmosfera... corpos que escrevem a história de Safira, uma meretriz que viveu na década de 60, nos “Anos Dourados e Rebeldes”, época marcada pela Ditadura Militar, pelos movimentos revolucionários
a favor das mulheres, negros e homossexuais e pela liberdade de expressão embalada pelos vinis de Elvis Presley e da Jovem Guarda. O casarão colonial é o palco-cabaré de Safira onde todas as ilusões se confundem com a realidade. Azul, púrpura, dourada, rósea... O que dá cor à Safira são suas impurezas.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


Púrpura Produções apresenta:

Núcleo Atmosfera de Dança-Teatro em

"60'Safira no Casarão das Ilusões"

Centro de Artes Cênicas do Maranhão CACEM (Rua Santo Antônio, n° 116, próximo a fonte do Ribeirão)


Data: 01 a 05 de março às 20h.
Ingressos: 5 reais (valor único).
Reservas: 8701-0587 / 8807-3848 / 8803-1052

Sinopse:
O espetáculo representa uma teia de anseios e impressões ligadas à degradação dos casarões históricos de São Luís, revisitados por corpos em contato com toda sua estrutura: mirantes, janelas, escadarias, chão, paredes, atmosfera... corpos que escrevem a história de Safira, uma meretriz que viveu na década de 60, nos “Anos Dourados e Rebeldes”, época marcada pela Ditadura Militar, pelos movimentos revolucionários a favor das mulheres, negros e homossexuais e pela liberdade de expressão embalada pelos vinis de Elvis Presley e da Jovem Guarda. O casarão colonial é o palco-cabaré de Safira onde todas as ilusões se confundem com a realidade. Azul, púrpura, dourada, rósea... O que dá cor à Safira são suas impurezas.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Registro de Sensações do Processo As Mulheres de Shakespeare


Relatório de Aula (Terça-feira, 28/11/2006)

Na verdade não é um relatório, talvez nem algo que chegue perto de ser parecido. É sim, um registro de sensações, um espaço de reflexões.
O início da aula, com aquecimento e alongamento bastante puxados e ditados por Leônidas, serve sempre de base para uma melhor atuação nos ensaios, até porque sem "estica e puxa" nosso corpo jamais faria tudo o que nos é exigido nos espetáculos. E já que estou falando em primeira pessoa, devo dizer que o meu corpo dói, dói muito e às vezes parece que vai partir no meio, mas é uma dor que não sinto mais nem ao final dos ensaios, e muito menos ao fim de casa espetáculo.
Quando a primeira parte da coreografia do fragmento de "Desdêmona" (que apelidamos carinhosamente de coreografia do pote) pode parecer frescura, mas não a sinto. Não sinto Desdêmona chegando perto de mim, se apossando do meu corpo, não sinto a música... Já tentei, mas não obtive sucesso algum. Acho melhor deixar para as meninas que a sentem mesmo, visto a plenitude e a beleza dessa coreografia, não quero atrapalhar. Nesse último ensaio eu ia para um lado, a música para o outro, as meninas para outro e quando eu olhava para trás e via a elegância de algumas das "Desdêmonas" que estavam em sintonia e sincronia não tive mais dúvidas, falei para mim mesma "sai daí garota".
Mas a segunda parte... Ah a segunda parte. Nesta sim, posso sentir Desdêmona possui meu corpo e minha alma, sob um prisma de mulher sofredora, calada, quieta e injustiçada, afinal todas as mulheres por mais fortes que sejam têm seu dia (ou seus dias) de Desdêmona, algumas inclusive chegam a morrer com ela. Mas não é a única e exclusivamente por isso que a sinto.
A música, o ritmo, a coreografia em si. O meu corpo aceitou movimento por movimento, parece até uma dança pessoal, parece que fui eu quem criou especialmente para se adaptar ao meu corpo... Queria falar mais, mas tenho que ir embora, a minha garganta tá muito, muito, muito inflamada mesmo.