terça-feira, 14 de setembro de 2010

Diário de Bordo - "As Cores de Frida" - Belém PA

Uma hora e meia de turbulência pra chegar em Belém, será que isso já significava alguma coisa? Noite quente e eu só queria descansar, minha gripe estava cada vez mais forte, comprei remédios e jantei sopa, madrugada com febre. Dia da apresentação cheia de atrasos, do elenco pra reconhecer o palco, do motorista pra pegar Eliomar e por ai vai... A apresentação foi dentro do Parque da Residência, um lugar lindo! Porém o palco era sem profundidade e dançamos apertadinhos. Pessoas estranhas circulando no camarim e fora dele. O debate foi gostoso e divertido. Voltamos pro hotel com a confirmação de que no dia seguinte o transporte estaria lá às 15h30min. Pela manhã conhecemos o Ver o Peso e mais comprinhas!!!!! E na hora marcada a maioria do elenco já tinha fechado a conta no hotel. Uma van veio e faltou outra pra levar nossas malas. Entro em contato com Nelly e espero um retorno, que chega por volta das 16h40min. Chuva, voamos pro aeroporto e chegamos às 17h15min com a notícia que o check-in estava finalizado, ou seja, vôo perdido. Mais algumas horas na TAM (saímos de lá depois das 21h) pra embarcarmos no próximo vôo a Palmas (sair de Belém às 2h, chegar em Brasília às 4h conexão até às 12h e chegar em Palmas às 14h, se tudo sair no horário). Ah! E apresentar às 20h! Haja estrutura pra aguentar tudo isso! Força a todos nós e muita união nesse momento! Neusa de Paula

Pensei que fosse morrer, juro. Orei, rezei, chorei, minha vida em segundos passou pela minha cabeça... O voo para Belém foi muito ruim, muita turbulência, nossa, melhor esquecer. A cidade eu já conhecia, pois foi onde o Atmosfera apresentou pela primeira vez fora do estado do Maranhão, há alguns anos, o espetáculo As mulheres de Shakespeare, em 2007. Nossa foi muito maravilhoso... fomos tratados como deuses, com direito a beju no camarim e tudo. (Obrigada Maria Cristina e Afonso Gallindo). Infelizmente dessa vez foi bem diferente, muitos problemas por conta de um detalhe da equipe do SESC Pará, prefiro não comentar. Quero levar as coisas boas desse momento mágico que vivi. Obrigada, meu Deus!!!!  Mari

Nossa, vou começar pelo desespero da equipe no momento do voo ,quando passamos por uma turbulência, brutal. Tinha gente que chorava, rezava... Eu graças a Deus eu já passei por uma experiência pior, então só orei muuuuuuitoooooo!
A nossa apresentação foi maravilhosa, mas uma vez graças a Deus ,o palco era pequeno , mas pela beleza do espaço Estação Gasômetro , o tamanho do palco foi só um detalhe . Um  lugar lindo e confortável! Mas como nada é perfeito, e claro não tão” imperfeito” , o Sesc  Pará nos causou um estresse desnecessário . Sem detalhes gostei muito da nossa anja, casada com nosso conterrâneo, Uhuuuuuu... e trago em foco as coisas boas!  Valda Lino


Belém...
A bela cidade transformou-se nos
últimos anos, cresceu para cima, com
seus arranha-céus. Ares de cidade
grande. Problemas de cidade grande. Rosa Ewerton Jara

Diário de Bordo - "As Cores de Frida" - Manaus AM

“Sentimentos me transbordam”
Fomos bem recepcionados pela Iara, que nos tratou muito bem, e que se multiplicou em 10 para dá conta de todas as necessidades técnicas, ela foi muito boa, pena que não posso dizer o mesmo dos recursos oferecidos pelo SESC de Manaus, se não fosse a Iara nem teríamos apresentado, obrigada Iara.
 Tudo o que eu havia vivido nos dias anteriores se refletiu nesta apresentação, que foi rica em sentimentos trazidos das minhas experiências, esses que encheram o meu corpo e transbordaram em lagrimas, essas que representam a alegria de está naquele palco.
 Obrigada Frida por existir. Cleyce Colins

O espetáculo As Cores de Frida em Manaus foi extremamente desafiador pra mim. Me machuquei logo na primeira cena, e dançar todo o resto do espetáculo não foi nada fácil. Mas foi tudo maravilhoso... Adorei a cidade e gastei tudo o que tinha, rsrs... Thatica.

Manaus, oito de agosto, minha maior expectativa, apesar dos desafios lançados pela estrutura que nos foi oferecida, cada espetáculo foi um espetáculo, que o diga nosso “menino da luz”. Estávamos preparados, estamos, para cada desafio, a cada dia sinto isso e apesar do calor que fazia no palco, a apresentação foi maravilhosa, foi muito bom sentir calor e tanta energia dentro de As Cores de Frida. Marinildes Brito

Bem, desde o início das apresentações, em termos técnicos, o espetáculo vem enfrentando problemas. Em Manaus não poderia ser diferente. Um desses entraves são as mesas de luz. Gente! O que é aquilo! Um fader da mesa a 70% e a luz não entrava. Mas isso não foi o suficiente para tirar o brilho e a emoção do espetáculo. Mais uma vez o que salvou a montagem da luz foi o Técnico de luz (que faz tudo sozinho no Teatro). Todos esses problemas tornaram-se desafios que foram superados e espero que assim seja até o final das apresentações. E que os deuses do teatro me mandem mesas de luz que funcionem corretamente, racks que realmente façam sua função e refletores dignos de uma apresentação. Brasileiro não desiste nunca e eu estou no barco.
Ia esquecendo: A Yara deu maior força, literalmente. A mulher pega mesmo no trabalho.
Eliomar Cardoso – Técnico em iluminação cênica

Ficamos instalados no centro de Manaus, perto do Teatro Amazonas e do SESC. Ótimo para os nossos passeios e compras nos momentos livres. Foi a primeira vez que nos apresentamos sem antes fazermos nossa roda de energização e também a primeira vez que suamos bastante, o palco foi montado em uma quadra poliesportiva e não tinha como esfriar o ambiente.  A Yara é uma mulher com mil e uma funções, logo que chegamos estava fina e bela nos esperando no aeroporto e já no dia seguinte a vi subindo e descendo escada pra ajudar na montagem da luz, uma guerreira! O público foi delicioso, fizeram leituras interessantes do espetáculo, antes não ditas. E conseguimos finalmente vender 3 camisas!!!!!!!!!! Uhuuu!!!! No dia seguinte: compras! Não preciso dizer mais nada... Neusa de Paula

Manaus me deu uma certa esperança no que tange a “cidade”, no entanto foi o lugar que menos nos proporcionou estruturas para que fizéssemos um trabalho dentro dos padrões. A cidade, que particularmente, me deixou entusiasmado, contrariou-se em sua recepção. O mínimo de estrutura nos foi disponibilidade. Quando digo mínimo,  porque é o mínimo. Aqui não me refiro às instalações dos intérpretes na cidade mas à instalação do espetáculo. Cheio de adaptações, que até um certo ponto são toleráveis, porém de forma demasiada como vem acontecendo é preciso questionar. Evidentemente que, todo esse processo nos tem mostrado uma outra face do trabalho que até então não havíamos atentado. Nos descobertas e reflexões são inevitáveis. Gilberto Martins

A expectativa era enorme. Conhecer Manaus, o “pulmão do mundo” (se bem que para os geógrafos o mar é pulmão do mundo). Estar em uma cidade que respira cultura, de um povo simples e pra frente, misturado, todas as tribos ali se encontram. Ficou só na expectativa... a cidade é deliciosa, conhecer o Teatro Amazonas foi maravilhoso, voltar a tomar “baré” foi incrível, mas como nem tudo é perfeito... um espaço nada agradável esperava nossa apresentação (INFELIZMENTE). Dificuldade em montar a luz, um palco totalmente distante do público (Destoando de Porto Velho, onde o público nos engolia, quando não é 8 é 800), poucas pessoas na plateia... também pudera, concorrer com Ana Botafogo se apresentando no Teatro Amazonas é demais. Mas como somos pessoas “positivas”, o espetáculo transcorreu na divina paz, um pouco sem energia, talvez por conta das dificuldades técnicas e da distância do público. Deliciousssssssss. Gisa Bausch

Bom!!! A cidade é maravilhosa as pessoas muito gentis, muitas coisas baratas á comprar, porém deixou muito a desejar na hora da apresentação.  poucas coisas mudaram no espetáculo , se comparado com Porto Velho, mais a emoção foi a mesma, a cada dia o grupo passa por uma superação e melhora... então tá bom tchauuu..... Valéria

Sensações diferentes nortearam a apresentação de Manaus para mim.
A falta do ar condicionado nos ajuda a respirar melhor ao passo que nos deixou suados a ponto do figurino colar no corpo. Atravessar uma ponte de costas molhadas trouxe medo ao mesmo tempo que me instigou ao desafio. A respiração ficou muito realista nesse momento. Marina

Manaus onde tudo era baratinho. kkk Amei fazer compras lá!
A apresentação foi muito “suada ”, mas só pelo calor, o palco era interessante falo pelo tamanho, um espaço que tem que ser mais  valorizado, só precisa ser estruturado. Em cena me senti ótima, a respiração foi muito evidenciada, e de experiência a experiência temos um espetáculo mais intenso e limpo! Detalhe: foi em Manaus que a Estrela nasceu! Coisita mais doidinha de my life. Obs: É uma boneca. Valda Lino



Manaus! Terra em ebulição. Tanto pelo 
calor imenso, quanto pela sua vocação 
comercial. Com seu centro turístico 
extremamente bem preservado. Um 
exemplo a ser seguido por outras 
localidades históricas. Ali, os humores já 
bastante alterados pela longa jornada em 
aviões e aeroportos, pioraram ao nos 
depararmos com o local da apresentação: 
um ginásio com uma arquibancada e um 
palco adaptado que servia para todo tipo de 
apresentações mas, pouco adequado para o 
teatro, uma vez que não havia passagem 
atrás do que convencionou chamar de 
ciclorama. Poucos recursos mas muito boa 
vontade por parte de alguns integrantes do 
SESC, que andaram realizando milagres, juntamente com nosso “menino da luz”, Eliomar Cardoso. 
Iara, chamava-se a “moça dos milagres” de lá. Houve pouquíssimo público em Manaus, talvez pela 
falta de uma estratégia local para atraí-lo. Mas, a apresentação foi aquela explosão de energia, pra 
variar. O público, parco que fosse, viu e gostou. Um detalhe do qual soubemos depois, é que neste 
mesmo dia e horário, estávamos concorrendo com ninguém menos que Ana Botafogo que abria o 
Festival de Danças da Amazônia, no maravilhoso Teatro Amazonas! Não há quem possa... Rosa Ewerton Jara